Execuções na Arábia Saudita: o silêncio também nos condena

Execuções na Arábia Saudita: o silêncio também nos condena

O LIVRE exprime a sua total indignação pela recente execução de quarenta e sete pessoas na Arábia Saudita. Enquanto partido universalista e defensor dos Direitos Humanos, o nosso repúdio pela pena de morte é completo e incondicional.

A Arábia Saudita é um dos cinco Estados do mundo que executa o maior número de condenados à morte, sendo simultaneamente um dos países que menos direitos reconhece às mulheres e um factor de desestabilização regional.

O LIVRE apela ao governo português para que, em conjunto com os seus parceiros da União Europeia, dê passos no sentido de condenar e isolar a Arábia Saudita nas instituições internacionais, pressionando para que este país não prossiga as suas políticas atentatórias dos Direitos Humanos, opressoras das mulheres e desestabilizadoras da região em que se insere.

Não é indiferente nem irrelevante a posição que o nosso país possa tomar, para mais tendo em conta a responsabilidade que sobre Portugal recai enquanto atual membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. É aliás incompreensível que a Arábia Saudita tenha sido escolhida para presidir a comissões deste órgão e é a própria credibilidade da ONU que está em causa se o Conselho de Direitos Humanos não debater e votar uma resolução condenatória em relação a estas execuções. Em conjunto com os outros cinco países da UE que fazem parte deste Conselho, e enquanto único membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que neste momento tem nele assento, Portugal deve assumir as suas responsabilidades e demonstrar que a presença da sua diplomacia em órgãos desta importância não se limita apenas a um exercício de prestígio. Esperamos por parte do novo Ministro dos Negócios Estrangeiros o envio de instruções precisas à delegação portuguesa para que a defesa dos direitos humanos universais e indivisíveis seja a posição de princípio e de convicção do nosso país.

[imagem: Eduardo Viana]

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