LIVRE em Oeiras propõe convergência progressista para impedir Isaltino Morais de chegar novamente ao poder

LIVRE em Oeiras propõe convergência progressista para impedir Isaltino Morais de chegar novamente ao poder
O Grupo de Coordenação Local do LIVRE para o distrito de Lisboa enviou hoje ao Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda, Partido Ecologista “Os Verdes” e Pessoas-Animais-Natureza uma proposta de construção de uma candidatura convergente no concelho.

A proposta tem em vista a construção de uma candidatura plural, progressista e liderada por um independente que possa disputar verdadeiramente a governação de Oeiras, tendo em vista impedir a continuação da desastrosa governação de Paulo Vistas ou o regresso de Isaltino Morais.

O texto integral da proposta é o seguinte:

PROPOSTA DE CONVERGÊNCIA PROGRESSISTA EM OEIRAS 
Isaltino Morais anunciou muito recentemente a sua candidatura à Câmara Municipal de Oeiras (CMO), depois de em Agosto de 2009 ter sido condenado a sete anos de prisão efectiva, pelos crimes de corrupção passiva, fraude fiscal, branqueamento de capitais e abuso de poder no exercício do seu cargo como Presidente do executivo.

O seu último Vice-Presidente, Paulo Vistas, é hoje o Presidente do executivo, tendo implementado no concelho de Oeiras, na mesma linha do anterior Presidente, políticas bastante questionáveis, aparentando não ter uma visão para o município. Tal como Isaltino Morais, Paulo Vistas também tem intenções de renovar o seu mandato.Ao mesmo tempo, a oposição em Oeiras tem sido fraca e ineficaz. O Partido Socialista tem-se demitido das suas responsabilidades. Recentemente apresentou como candidato à presidência da CMO Joaquim Raposo, antigo presidente da Câmara Municipal da Amadora, envolvido em suspeitas de corrupção camarárias durante os seus mandatos, e que tem prosseguido uma política securitária e em muitos casos atentatória dos direitos de minorias.

Acreditamos que Oeiras merece mais. Merece uma rede de transportes que sirva eficazmente os seus cidadãos. Merece uma política de espaços verdes concreta, pensada, e com o melhor interesse das pessoas como prioridade. Merece um executivo íntegro, transparente e que conte com a participação de todas e todos. Merece actividade cultural à medida daquilo que são as capacidades e possibilidades do concelho, actividade essa que tem sido muito escassa. Oeiras merece mais vida, movimento e dinâmica.

A CMO sofre hoje de um dos maiores problemas democráticos de que uma instituição pode sofrer: a falta de confiança institucional. Os últimos executivos camarários da CMO traíram o próprio cargo, e criaram um sentimento de dúvida e desconfiança nos Oeirenses na forma como as políticas locais são conduzidas. É tempo de colocar um travão nesta deriva abusadora dos cargos públicos, que gere em função de interesses e ignora os cidadãos.

O LIVRE acredita que a única forma de romper com tão triste status quo, que tem servido apenas a classe política e não os interesses dos habitantes do concelho, será com um entendimento das forças progressistas de Oeiras. Estas forças, entre as quais se encontram o PCP, BE, PEV, PAN, e várias associações e grupos de cidadãos, apresentam desde sempre candidaturas isoladas, conseguindo pouca relevância eleitoral, o que as tem afastado de conseguir influenciar de forma decisiva as políticas seguidas pelo município.
Assim, o LIVRE lança o apelo a todas as forças progressistas do concelho de Oeiras, para que se unam em torno de um candidato único, independente e progressista, que possa congregar a sociedade civil numa candidatura que rompa definitivamente a gestão camarária das últimas décadas e abra caminho para grandes mudanças no concelho.

Imagem: wikimedia commons

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