Um Governo Contra o Futuro

Um Governo Contra o Futuro

Posição do LIVRE sobre as medidas anunciadas hoje pelo Governo e uma contraproposta de desenvolvimento para Portugal e a União

 

Perante este governo que gosta de falar de números e trata os cidadãos como despesas em quadros de Excel, o LIVRE decidiu falar a mesma linguagem e analisou os números das empresas dissolvidas e em processo de insolvência em Portugal, no primeiro trimestre de 2014.

E os números são: 9603 empresas dissolvidas e 2350 empresas em processo de insolvência. Destas 2350 empresas que estão a fechar portas, 19,7% são de comércio a retalho (as pequenas lojas dos nossos bairros, vilas e aldeias), 18,3% pertencem ao ramo da construção civil e 16,7% são do ramo alimentar (os cafés e os restaurantes que já não aguentam mais impostos).

A taxa de desemprego em Portugal é de cerca de 15,4% e só não é maior porque, só em 2013, emigraram 101 535 portugueses.

E a leitura que o governo faz deste números segundo o Documento de Estratégia Orçamental 2014-2018 (DEO), apresentado hoje, é a seguinte: “Em 2013, a atividade económica registou uma contração de 1,4%, que se traduz numa melhoria face à quebra de 3,2% em 2012”. Ou seja, o que este documento sublinha é que, apesar de os números serem negativos, podiam ser ainda mais negativos. E a solução apresentada para o crescimento económico por esta coligação PSD-PP é a receita da desgraça: aumento do IVA para 23,25% e o aumento da Taxa Social Única dos trabalhadores para 11,2%. O que significa que os produtos ficam mais caros e as pessoas terão menor poder de compra. Ora, não é preciso falar qualquer linguagem económica ou financeira para perceber que com mais aumentos de impostos e menor poder de compra, mais empresas vão fechar, o desemprego vai subir e a emigração em massa vai continuar a aumentar.

O que já se percebeu claramente é que este governo não tem qualquer estratégia para o crescimento económico ou para o desenvolvimento social do País, apostando na via mais fácil que se traduz nas constantes subidas de impostos e cortes nas pensões, que não permitem uma sustentabilidade económica e de crescimento nem a curto, nem a médio nem a longo prazo.

E ainda mais claro é que este Governo não tem nenhuma visão sustentada para o crescimento económico nem qualquer estratégia económica, política e social que nos permita ultrapassar esta crise europeia e este ciclo dramático de falências de empresas e consequente aumento do desemprego nacional.

O LIVRE propõe exactamente o contrário: baixa do IVA, maior progressividade do IRS, coordenação fiscal em toda a União Europeia, aumento do salário mínimo nacional, um projeto Ulisses de recuperação e reconversão das economias periféricas da União. Porque para nós é claro que sem as pequenas e médias empresas o país não terá crescimento económico e que sem o aumento do poder de compra a recessão não será ultrapassada. Encontre aqui o programa transformador do LIVRE para Portugal e para a União Europeia.

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